Polícia conclui que pai não teve intenção de matar filho no AM
A Polícia Civil do Amazonas concluiu que Reulist Valente Miranda, investigado pela morte do próprio filho, Raelyson da Silva, de 6 anos, em Itapiranga (a 226 quilômetros de Manaus), responderá por maus-tratos qualificados pelo resultado morte, e não mais por homicídio doloso qualificado, como havia sido apontado no momento da prisão em flagrante.De acordo com o delegado Aldiney Nogueira, titular da 38ª DIP (Delegacia Interativa de Polícia), as provas reunidas durante a investigação não indicam que o homem teve intenção de matar o filho, mas de discipliná-lo.“As investigações, todo o contexto, a análise de vídeos e os depoimentos nos permitiram concluir que o crime praticado foi o de maus-tratos, previsto no artigo 136 do Código Penal, porém na forma qualificada pelo resultado morte, já que a conduta acabou ocasionando a morte da criança”, afirmou o delegado.Segundo Aldiney, a pena poderá ser aumentada em um terço porque a vítima tinha menos de 14 anos. “Há ainda a majorante de um terço sobre a pena de 4 a 12 anos de prisão pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos”, disse.O crime ocorreu na manhã de 18 de julho, nas proximidades da residência de Reulist, no bairro Novo Horizonte. Segundo a investigação, o homem deixou o filho vigiando uma peça de carne enquanto foi receber o pagamento por um serviço. Ao retornar e não encontrar a carne, utilizou uma mochila para agredir a criança como forma de punição.
